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Estado de Goiás: Suspeitos são presos por matar por engano empresário e planejar a morte de advogado em Goiânia

Estado de Goiás: Suspeitos são presos por matar por engano empresário e planejar a morte de advogado em Goiânia
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Estado de Goiás: Suspeitos são presos por matar por engano empresário e planejar a morte de advogado em Goiânia. De acordo com a corporação, os crimes foram ordenados de dentro da prisão por dois detidos que estão ligados à disputa de tráfico de drogas

Jornal JA7: 20 setembro 2017 – 16:10

A Polícia Civil concluiu na quarta-feira (20) uma investigação que prendeu quatro homens suspeitos de erroneamente matar o dono de uma loja de carros e planejar a morte de um advogado em Goiânia.

De acordo com a corporação, os crimes foram ordenados de dentro da prisão por dois detidos que estão ligados à disputa de tráfico de drogas em Goiânia.

Matheus Martins Sampaio, Ítalo Daniel Policarpo de Souza, Victor Dias Souza e João Pedro Ferreira de Souza foram presos. Além deles, estão detidos John Kley Pascoal de Souza e Claudinei Rodrigues Oliveira dos Santos, ambos considerados chefe e “gerente”, respectivamente, do grupo criminoso. Eles foram os que ordenaram os assassinatos.

O primeiro crime ocorreu no dia 21 de junho de 2017. O empresário Francisco de Assis Sena, 41 anos, foi assassinado a tiros quando chegava para trabalhar no Setor Esplanada do Anicuns – Goiânia.

A polícia acredita que ele foi assinado erroneamente. “O alvo era o irmão desta vítima, mas os criminosos não conheciam o alvo pessoalmente, eles tinham apenas uma foto. Como Francisco era muito parecido com seu irmão, ele acabou assassinado”, disse o delegado Francisco Júnior.

O crime está ligado ao tráfico de drogas, pois o alvo é um dos principais membros de um grupo rival.

Os prisioneiros também são suspeitos de planejar a morte do advogado Emerson Tadeu Vita. Um dos criminosos foi preso no dia 29 de junho / 2017, no dia em que ele cometeu o assassinato.

“Eles acreditavam que o advogado participou da morte de Thiago Topete, que foi preso e assassinado por outros prisioneiros durante uma rebelião momentos depois de conversar com esse advogado”, disse o delegado.

Segundo as investigações, na morte do empresário, participaram Matheus, que dirigiu o carro e Italo, que disparou o tiro. Matheus também estava envolvido no planejamento do assassinato do advogado, cujo crime ele cometeria com Victor. João Pedro teria a função de descartar o veículo usado no assassinato.

A Ordem dos Advogados do Brasil – Seção Goiás (OAB-GO) fez uma nota assinada pelo presidente Lúcio Flávio de Paiva que lamentou o planejamento da morte de Emerson. Leia o conteúdo:

O OAB-GO e os advogados de Goiânia vê com incredulidade o fato de que é cada vez mais comum para os malfeitores terem poder sobre a vida dos cidadãos, julgando, condenando e executando seus desafetos à revelia das leis,  ordens e qualquer regra de civilidade.

É ainda mais preocupante que os advogados sejam alvos preferidos das gangues, uma vez que é uma entidade fundamental para a administração da justiça, que não atenta somente contra a vida das pessoas e a dignidade de uma categoria profissional, mas contra o Estado Democrático do Direito e toda a organização da sociedade.

Apesar do trabalho dedicado da Polícia Civil no episódio, é necessário entender que o aparelho estatal de segurança pública deixou a população à mercê da violência e dos bandidos; é necessário reconhecer que cabe à sociedade e às instituições civis, onde o OAB-GO está incluída, exigir do poder público um investimento suficiente para uma luta efetiva contra o crime organizado.

OAB-GO expressa sua total solidariedade com o dr. Emerson Thadeu Vita e, mais do que isso, fará tudo o que estiver ao seu alcance para preservar sua vida, seu bem maior e a segurança necessária que pode fazer seu trabalho. Também enfatiza que, como a Polícia Civil concorda, não há provas suficientes para acreditar que o referido advogado esteja envolvido em atividades ilegais. Pelo contrário, ele só exerce seu dever em um ambiente vulnerável, altamente sujeito a tal violência, garantindo todo o direito de defesa previsto na Carta Magna.

Lúcio Flávio de Paiva
Presidente da OAB-GO

 

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