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Jornais de Goiás – EUA transformam a região do Golfo em “barril de pólvora”, diz chanceler do Irã

O chanceler iraniano, Mohammad Javad Zarif, acusou os Estados Unidos nesta segunda-feira de transformar a região do Golfo em uma “caixa de fósforos pronta para acender”, segundo a rede de TV Al Jazeera.

O tráfego de petroleiros que passa pelo Golfo através do Estreito de Hormuz tornou-se o foco de um impasse EUA-Irã desde que Washington abandonou um acordo nuclear internacional com o Irã e voltou a impor sanções para estrangular as exportações de petróleo de Teerã.

Após as explosões que danificaram seis petroleiros em maio e junho e a apreensão do Irã de um petroleiro de bandeira britânica em julho, os Estados Unidos lançaram uma missão de segurança marítima no Golfo, unida pela Grã-Bretanha, para proteger embarcações mercantes.

Zarif, em entrevista citada pela Al Jazeera, do Catar, disse que o estreito “é estreito, mas se tornará menos seguro, já que as embarcações estrangeiras (da marinha) aumentam sua presença nele”.

“A região se tornou uma caixa de fósforos pronta para acender porque os Estados Unidos e seus aliados estão inundando-a com armas”, disse ele.

Zarif, que chegou no domingo em Doha, se encontrou na segunda-feira com o emir do Qatar Tamim bin Hamad Al-Thani para conversar sobre a mensagem, informou a mídia estatal iraniana.

O Qatar, que abriga uma das maiores bases militares dos EUA no Oriente Médio, está tentando não se envolver no crescente conflito entre Washington e Teerã.

O Iraque, que mantém boas relações com Washington e Teerã, alertou na segunda-feira que o envio de forças ocidentais está alimentando a tensão regional.

“Os estados do Golfo podem, juntos, garantir o trânsito de navios”, disse o ministro das Relações Exteriores do Iraque, Mohammed al-Hakim, no Twitter. “O Iraque está tentando reduzir a tensão em nossa região por meio de negociações calmas … A presença das forças ocidentais na região aumentará a tensão”, disse ele.

No mês passado, a Guarda Revolucionária do Irã apreendeu o petroleiro britânico Stena Impero perto do Estreito por supostas violações marítimas, duas semanas depois de a Grã-Bretanha ter apreendido um petroleiro iraniano perto de Gibraltar, acusando-o de violar sanções à Síria.

A disputa com navios-tanque envolveu a Grã-Bretanha na disputa diplomática entre as grandes potências da UE – que querem preservar o acordo nuclear com o Irã – e os Estados Unidos, que pressionaram por uma política mais dura contra o Irã.

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# Reuters

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