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Jornal de Goiás – IA auto-navegável aprende a tomar atalhos, diz estudo

Embora os programas de inteligência artificial (IA) tenham feito grandes progressos na imitação do processamento do cérebro humano - desde o reconhecimento de objetos até a execução de jogos de tabuleiro complicados - a navegação espacial continua sendo um desafio.

Um programa de computador baseado no cérebro humano aprendeu a navegar em um labirinto virtual e tomar atalhos, superando um especialista em carne e osso, disseram seus desenvolvedores na quarta-feira.

Embora os programas de inteligência artificial (IA) tenham feito grandes avanços na imitação do processamento do cérebro humano – desde o reconhecimento de objetos até a execução de jogos de tabuleiro complicados – a navegação espacial continua sendo um desafio.

Exige o recálculo da posição de cada um, após cada passo dado, em relação ao ponto de partida e ao destino – mesmo quando viaja uma rota nunca antes tomada.

A navegação é considerada uma tarefa comportamental complexa e, em animais, é parcialmente controlada por uma espécie de GPS embarcado acionado por “células de grade” na região do hipocampo do cérebro. Essas células foram observadas disparando em um padrão regular, à medida que os mamíferos exploram um novo ambiente.

Em um novo estudo publicado na revista Nature, pesquisadores da AI disseram ter desenvolvido uma “rede neural profunda”, ou “cérebro” de computador, que eles treinaram para navegar em direção a um objetivo em um labirinto virtual.

Quando os atalhos eram introduzidos, ao abrir uma abertura bloqueada anteriormente, por exemplo, a AI tomava automaticamente a rota mais curta.

– ‘Super-humano’ –

Além disso, o computador “cérebro” gerou redes de navegação notavelmente semelhantes àquelas observadas nos cérebros de mamíferos forrageadores, disse a equipe.

O programa “foi realizado em um nível super-humano, superando a capacidade de um jogador profissional”, disseram três dos autores do estudo em comunicado à imprensa.

“Exibia o tipo de navegação flexível normalmente associada a animais, tomando novas rotas e atalhos quando eles se tornaram disponíveis”.

A maioria dos pesquisadores está ligada à DeepMind, empresa britânica de inteligência artificial que também criou AlphaGo, o computador autodidata que venceu campeões humanos no jogo de tabuleiro chinês “Go”, que exige que a intuição, em vez de poder de processamento bruta, prevaleça.

A equipe disse que seu trabalho foi “um passo importante na compreensão do propósito computacional fundamental das células da grade no cérebro”.

Os descobridores das células da grade receberam o Prêmio Nobel de Medicina em 2014.

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# Beny

Beny é jornalista.

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