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Mundo: Opositores são alvos da Constituinte na Venezuela

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Mundo: Opositores são alvos da Constituinte na Venezuela. Convocado pelo presidente Nicolás Maduro, a Assembléia Constituinte vem operando com poderes absolutos

17/08/2017 – 00:37:51

A Assembléia Constituinte que reporta a Venezuela abriu uma investigação sobre os líderes da oposição acusados ​​de promover a violência durante os protestos anti-governo que deixaram cerca de 125 mortos nos últimos quatro meses.

“Nós decidimos abrir uma investigação sobre as pessoas responsáveis ​​por atos de violência em 2017 por causa de sua gravidade”, disse o presidente da Assembléia Constituinte, Delcy Rodriguez, a repórteres.

A Comissão Verdade, Justiça, Paz e Tranquilidade, parte do corpo que elaborará uma nova Carta Magna e que está tomando decisões de aplicação imediata, será encarregada dos testemunhos.

Convocado pelo presidente Nicolás Maduro, a Assembléia Constituinte vem operando com poderes absolutos desde 4 de agosto.

Maduro solicitou expressamente que os líderes fossem questionados sobre as mobilizações, nas quais cerca de 5.300 pessoas foram detidas, das quais cerca de mil permanecem na prisão.

Em sua primeira decisão, em 5 de agosto, a Assembléia Constituinte rejeitou a Procuradora-Geral Luisa Ortega, que se rebelou contra Maduro e solicitou quarta-feira a prisão do marido do ex-funcionário, o deputado Chávez Germán Ferrer, por supostamente corrupção.

Rodríguez, chefe da Comissão da Verdade, argumentou que as manifestações que resultaram em distúrbios sérios e que terminaram no início de agosto incentivaram o “ódio”.

É por isso que este comitê começou a revisar fotografias e declarações de líderes da oposição – que circularam amplamente nas redes sociais – pedindo os protestos na quarta-feira, em sua primeira sessão, acrescentando.

À frente desses chamados praticamente todo o banco de oposição que domina o Parlamento e os críticos mais reconhecidos do Chavismo.

Ela mostrou uma foto do deputado Freddy Guevara, vice-presidente do Parlamento, saudando um dos membros do chamado grupo de “resistência”, um grupo de jovens que enfrentam as forças de segurança com bombas encapuzadas com capuz Molotov.

Rodríguez também anunciou uma investigação contra o presidente do parlamento, Julio Borges, por comunicações que levaram o banco de investimentos dos EUA a Goldman Sachs, no qual ele ameaçou, no final de maio, não reconhecer uma compra de títulos de US $ 2,8 bilhões do governo.

A legislatura argumenta que esse tipo de operação – em que o banco obteve um desconto de 69% – deve confiar em seu endosso.

O presidente da Assembléia Constituinte disse que o aviso de Borges procurou afetar a compra de alimentos e medicamentos em grave escassez, bem como investimentos internacionais para “gerar violência” e desestabilizar o governo.

 

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