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Raquel Dodge pede para ouvir o inquérito de Michel dos portos

Raquel Dodge pede para ouvir o inquérito de Michel dos portos
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Jornal JA7: 02 outubro 2017 – 21:20

A Procuradora-Geral Raquel Dodge pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) que detinha o testemunho do presidente Michel Temer e outros oito na investigação que o investiga sob suspeita de ter cometido crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro na edição de um decreto este ano que mudou as regras do sistema portuário.

Dodge quer que o ministro Roberto Barroso do STF autorize uma série de investigações. O procurador geral quer ouvir, por exemplo, Temer, o Vice-Diretor Jurídico da Presidência, Gustavo Rocha, o ex-assessor especial Rodrigo Rocha Loures, amigos do Presidente José Yunes e João Batista Lima Filho e outras quatro pessoas.

A investigação investiga se Temer cometeu um crime articulando, juntamente com Rocha Loures, emitir um decreto para prorrogar contratos de concessão e locação portuária, o que beneficiaria a empresa Rodrimar S.A.

O novo chefe do Ministério Público Federal solicitou a verificação do registro de doações eleitorais feitas pela Rodrimar SA ou outra empresa do mesmo grupo econômico, ou seus parceiros respeitados, a Temer, o PMDB nacional ou o PMDB do Estado de São Paulo pelo menos nas eleições de 2014 e 2016.

O procurador-geral também quer obter registros de entrada no Palácio Planalto de cinco pessoas citadas na investigação no ano de 2017. Ela também solicitou a partilha de material apreendido em busca e apreensão, em uma ação controlada e em uma intercepção telefônica, que são nas mãos do ministro Edson Fachin do Supremo Tribunal.

Dodge quer fornecer informações do Ministério dos Transportes, Portos e Aviação Civil sobre a atualização da legislação portuária. Finalmente, ela pede a Barroso que conceda 60 dias para completar a investigação da investigação.

Na sexta-feira, a Reuters havia antecipado que o ministro do STF pediu à Dodge que fizesse uma declaração sobre as reivindicações da defesa de Temer alegando que não cometeu nenhuma irregularidade na edição deste ano de um decreto que alterou as regras no sistema portuário.

Inaugurado há duas semanas a pedido do ex-procurador-geral Rodrigo Janot, a investigação é a única investigação que corre contra Temer no momento do Supremo Tribunal.

Numa nota, a Secretaria de Comunicação da Presidência afirma que Temer “responderá aos inquéritos relevantes para o inquérito”.

“Vale a pena mencionar que houve um extenso debate com a indústria antes da publicação do decreto que renova as concessões portuárias. Todos os dados são públicos. A questão não implicou nenhum segredo ou informação privilegiada, apenas a publicação do decreto que acaba com a longa negociação processo entre o governo e o setor empresarial, como é comum e legítimo em uma democracia “, afirmou o documento.

O medo já foi objeto de duas denúncias apresentadas por Janot. O primeiro, através da corrupção passiva, foi impedido pela Câmara dos Deputados em agosto. O segundo, por organização criminal e obstrução da justiça, está atualmente com os deputados para análise e deve ser votado no plenário da Câmara até 23 de outubro.

 

Tags: Política, Manchetes

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