Quando o assunto é remodelação corporal, muitas pessoas conhecem a abdominoplastia tradicional, mas ainda têm dúvidas sobre a chamada abdominoplastia 360. Apesar de terem objetivos semelhantes, os dois procedimentos apresentam diferenças importantes na área tratada e nos resultados que podem proporcionar.
A abdominoplastia tradicional é indicada principalmente para pacientes que apresentam excesso de pele, flacidez abdominal e diástase dos músculos retos do abdômen. O procedimento concentra-se na região frontal do abdômen, promovendo a retirada do excesso de pele, a correção muscular quando necessária e a melhora do contorno abdominal.
Já a abdominoplastia 360° amplia essa abordagem. O objetivo não é tratar apenas o abdômen, mas melhorar todo o contorno do tronco, incluindo laterais do corpo, flancos e região lombar.
Essa técnica costuma ser indicada para pacientes que apresentam:
• excesso de pele ao redor da cintura
• flacidez nas laterais do tronco
• perda da definição corporal após grande emagrecimento
• alterações mais extensas após cirurgia bariátrica
Na prática, a principal diferença está na abrangência do tratamento. Enquanto a técnica tradicional promove melhora principalmente na visão frontal do abdômen, a abdominoplastia 360 busca harmonizar o contorno corporal em todos os ângulos.
Outro ponto importante é a cicatriz. Na abdominoplastia convencional, ela fica localizada na parte inferior do abdômen. Na técnica 360°, a cicatriz pode se estender ao redor da cintura, permitindo tratar áreas que não seriam alcançadas pela cirurgia tradicional.
Apesar da maior extensão cirúrgica, o planejamento é realizado para posicionar as cicatrizes em regiões normalmente cobertas por roupas íntimas ou trajes de banho.
O pós-operatório também exige atenção especial. Como uma área maior é tratada, o controle do inchaço, o uso das malhas compressivas e o acompanhamento médico tornam-se ainda mais importantes para uma recuperação adequada.
Vale destacar que não existe uma técnica melhor do que a outra. A escolha depende das características anatômicas de cada paciente, do grau de flacidez e dos objetivos esperados com a cirurgia.
Por isso, a avaliação com um cirurgião plástico é fundamental para definir a abordagem mais indicada, sempre priorizando segurança, naturalidade e resultados duradouros.













































