Quem não corrigiu as orelhas proeminentes durante a infância ainda pode realizar a cirurgia plástica depois dos 30, 40 ou 50 anos?
A resposta é sim. A otoplastia pode ser realizada em adultos de diferentes faixas etárias, desde que o paciente apresente condições adequadas para o procedimento e exista indicação cirúrgica.
As chamadas orelhas de abano geralmente estão relacionadas a características anatômicas da cartilagem que fazem as orelhas parecerem mais afastadas da cabeça.
Essa condição não representa, por si só, um problema de saúde. Entretanto, pode provocar desconforto com a aparência e influenciar escolhas pessoais, como cortes de cabelo e penteados.
Como é feita a correção das orelhas?
A cirurgia busca modificar a projeção e, quando necessário, o formato das orelhas para proporcionar uma aparência mais equilibrada.
Na abordagem mais comum para orelhas proeminentes, o acesso cirúrgico é realizado por trás das orelhas, permitindo trabalhar a estrutura cartilaginosa.
Dependendo do caso, podem ser utilizadas técnicas de remodelação, reposicionamento e fixação da cartilagem por meio de suturas internas.
O procedimento é individualizado, pois a anatomia das orelhas varia de uma pessoa para outra.
As orelhas ficam completamente iguais após a cirurgia?
Não necessariamente. Mesmo em pessoas que nunca realizaram qualquer procedimento, é natural existir alguma diferença de tamanho, formato ou posição entre as duas orelhas.
A otoplastia procura reduzir assimetrias perceptíveis e melhorar o contorno, mas não garante simetria absoluta.
Outro cuidado é preservar as dobras naturais da cartilagem, evitando que as orelhas adquiram um aspecto excessivamente colado à cabeça.
Quando vale a pena considerar a otoplastia?
A cirurgia pode ser considerada quando a projeção ou o formato das orelhas provoca insatisfação e o paciente deseja realizar uma mudança por decisão própria.
Durante a consulta, o cirurgião plástico avalia a estrutura das orelhas, as possibilidades de correção, as condições clínicas e os riscos envolvidos.
Ter convivido com orelhas proeminentes durante décadas não impede a busca por uma solução cirúrgica. O mais importante é que a decisão seja individualizada e baseada em expectativas realistas sobre os resultados.










































