Depois de uma cirurgia de aumento das mamas, algumas pacientes podem perceber que uma das mamas se tornou mais firme do que a outra ao longo do tempo.
Essa alteração pode ter diferentes causas, mas uma das possibilidades que precisam ser investigadas é a contratura capsular.
Segundo a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, o próprio organismo cria uma cápsula de tecido ao redor de qualquer implante mamário.
Essa cápsula é uma resposta natural à presença da prótese e, normalmente, permanece fina, maleável e praticamente imperceptível.
Entretanto, em algumas pacientes, esse tecido cicatricial pode ficar mais espesso e sofrer contração.
Quando isso acontece, a cápsula começa a exercer pressão sobre o implante e pode modificar a consistência e o formato da mama.
O endurecimento pode variar de intensidade
A contratura capsular não se manifesta da mesma maneira em todas as pacientes.
Em quadros iniciais, pode existir apenas uma sensação de maior firmeza.
Nos casos mais importantes, a mama pode se tornar significativamente endurecida, mudar de formato ou apresentar diferença visível em relação ao outro lado.
Também podem ocorrer alterações como elevação aparente do implante, maior arredondamento da mama, pressão local e desconforto.
A dor geralmente está relacionada aos quadros mais avançados.
O que pode favorecer a formação da contratura?
A causa exata não é completamente compreendida.
Existem diferentes fatores que podem participar do desenvolvimento dessa resposta cicatricial.
Entre os mais discutidos estão:
• hematoma;
• seroma;
• infecção;
• contaminação bacteriana;
• formação de biofilme;
• processo inflamatório;
• características individuais da cicatrização;
• cirurgias de revisão ou procedimentos mamários anteriores.
Por isso, a contratura capsular é considerada uma complicação multifatorial.
Quando procurar o cirurgião plástico?
Mudanças progressivas na consistência, formato ou posição da mama devem ser avaliadas.
Durante a consulta, o cirurgião observa a firmeza da mama, a posição da prótese, possíveis deformidades, assimetrias e presença de dor.
Exames complementares podem ser indicados dependendo dos achados.
A ultrassonografia pode fornecer informações sobre o implante e os tecidos ao redor, enquanto a ressonância magnética pode ser utilizada quando existe necessidade de uma análise mais detalhada da prótese.
A identificação correta da causa do endurecimento é fundamental antes de definir qualquer tratamento.








































