Nem toda paciente que apresenta diástase abdominal precisa necessariamente de uma grande incisão para corrigir o afastamento dos músculos.
Em casos cuidadosamente selecionados, técnicas minimamente invasivas podem ser consideradas. Uma delas é conhecida como MILA, abreviação de Minimally Invasive LipoAbdominoplasty.
A proposta da técnica é combinar o tratamento da gordura localizada com a correção da parede abdominal utilizando acessos menores do que aqueles normalmente empregados na abdominoplastia tradicional.
Na prática, a cirurgia pode começar com uma lipoaspiração para melhorar o contorno do abdômen e reduzir depósitos de gordura.
Quando existe diástase dos músculos retos abdominais, o tratamento dessa alteração pode ser realizado por técnicas de acesso minimamente invasivo, conforme a indicação médica.
A Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, explica que a maior vantagem potencial dessa abordagem está justamente na possibilidade de evitar uma cicatriz abdominal extensa em pacientes que não apresentam grande excesso de pele.
Isso, porém, depende diretamente das características anatômicas de cada mulher.
Quando existe flacidez acentuada ou sobra importante de pele, a abdominoplastia convencional continua tendo papel fundamental porque permite retirar esse tecido diretamente.
Já em pacientes com pele preservada, gordura localizada e diástase, uma abordagem minimamente invasiva pode ser considerada durante o planejamento cirúrgico.
A diferença também ajuda a entender por que a lipoaspiração isolada nem sempre resolve determinadas queixas.
A lipo remove gordura, mas não corrige o afastamento dos músculos.
Por isso, uma mulher pode ter pouca gordura abdominal e, ainda assim, apresentar projeção da barriga devido à diástase, condição frequente após a gestação.
A MILA busca justamente atuar sobre esses dois componentes: gordura e parede muscular.
A escolha, entretanto, não deve ser baseada apenas na possibilidade de uma cicatriz menor.
Qualidade da pele, grau de diástase, quantidade de gordura, histórico de gestações, cirurgias anteriores e condições clínicas também precisam ser considerados.
A melhor técnica é aquela indicada para a anatomia e para as necessidades reais de cada paciente.









































