Muitas mulheres ainda acreditam que a laqueadura provoca alterações hormonais importantes ou antecipa a menopausa.
Essas afirmações não refletem a forma como o procedimento funciona.
A laqueadura interfere nas trompas uterinas, estruturas responsáveis pelo transporte do óvulo em direção ao útero.
Ao bloquear esse caminho, o procedimento evita a fecundação.
Os ovários, entretanto, continuam produzindo hormônios.
Dessa forma, a cirurgia não provoca automaticamente alterações hormonais, não causa menopausa precoce e não faz a menstruação desaparecer.
Também não existe fundamento para afirmar que a mulher perde feminilidade ou necessariamente apresenta mudanças na vida sexual após o procedimento.
O ponto mais importante é outro: a laqueadura deve ser encarada como um método contraceptivo definitivo.
A escolha precisa ser feita com informação, segurança e avaliação médica, principalmente porque decisões relacionadas à fertilidade podem ter impacto durante muitos anos.
Na dúvida, o ginecologista é o profissional indicado para esclarecer riscos, benefícios e alternativas contraceptivas.












































