O envelhecimento do rosto não acontece apenas na pele.
Com o passar dos anos, gordura facial, ligamentos, músculos e outras estruturas profundas também sofrem modificações. As bochechas podem perder sustentação, a mandíbula fica menos definida e a região do pescoço pode apresentar flacidez mais evidente.
É justamente nesse contexto que o Deep Plane Facelift pode ser considerado.
A técnica permite que o cirurgião trabalhe em um plano profundo da face, buscando reposicionar estruturas que sofreram deslocamento ao longo do envelhecimento.
De acordo com a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, esse tipo de abordagem pode ser particularmente interessante quando existe uma combinação de flacidez cutânea e queda dos tecidos profundos.
Não se trata apenas de retirar pele
Um dos conceitos mais importantes do Deep Plane Facelift é que o rejuvenescimento não depende somente da retirada de pele excedente.
O procedimento atua abaixo do sistema músculo-aponeurótico superficial, conhecido como SMAS, permitindo o tratamento conjunto de diferentes estruturas.
Em determinados casos, ligamentos responsáveis por manter os tecidos fixados podem ser liberados durante a cirurgia.
Essa liberação proporciona maior mobilidade para que bochechas, linha mandibular e outras regiões sejam reposicionadas.
Somente depois desse trabalho mais profundo é realizado o ajuste da pele.
Quais mudanças podem ser tratadas?
Entre as alterações que podem levar à indicação estão:
- flacidez nas bochechas;
- queda do terço médio da face;
- perda da linha da mandíbula;
- excesso de pele no terço inferior;
- formação de papada;
- flacidez cervical;
- aprofundamento de sulcos provocado pela descida dos tecidos.
A presença desses sinais costuma aumentar a partir dos 40 e 50 anos, embora a idade não seja um critério isolado.
Naturalidade é um dos principais objetivos
Quando a pele é excessivamente tensionada, o rosto pode adquirir um aspecto pouco natural.
No Deep Plane, a proposta é diferente.
O reposicionamento ocorre principalmente em planos profundos. Dessa forma, a pele acompanha as estruturas reposicionadas e não precisa ser responsável sozinha pelo efeito de sustentação.
O objetivo é produzir rejuvenescimento sem descaracterizar o paciente.
Quanto tempo dura o resultado?
Cirurgias de lifting facial podem proporcionar resultados duradouros, especialmente quando existe um tratamento adequado dos tecidos profundos.
Isso, porém, não significa interromper o envelhecimento.
A pele continuará sofrendo alterações com o tempo, assim como os tecidos, os ossos e a gordura facial.
Hábitos de vida, exposição solar, genética, variações de peso e qualidade da pele também interferem na evolução do resultado.
Outros procedimentos podem ser associados
Dependendo do caso, o Deep Plane Facelift pode fazer parte de um planejamento facial mais amplo.
Pode existir indicação de associação com:
- cirurgia das pálpebras;
- tratamento específico do pescoço;
- enxertia de gordura;
- procedimentos complementares para qualidade da pele.
A necessidade dessas associações deve ser analisada individualmente.
Para a Dra. Lorena Duarte Rosique, Cirurgiã Plástica em Goiânia, mais importante do que escolher uma técnica pelo nome é identificar corretamente quais estruturas estão causando o aspecto de envelhecimento em cada paciente.
O melhor planejamento é aquele capaz de tratar essas alterações de maneira proporcional, segura e compatível com a anatomia individual.










































