A expressão doença do silicone passou a ser utilizada para identificar sintomas gerais de saúde relatados por algumas mulheres que possuem implantes mamários.
O principal desafio para a medicina está na diversidade dessas manifestações e na dificuldade de determinar sua origem.
Entre as queixas estão dores musculares, fadiga persistente, problemas de memória, alterações gastrointestinais, ressecamento dos olhos e da boca, queda de cabelo e distúrbios emocionais.
Esses sintomas podem surgir muito tempo depois da cirurgia e não dependem, necessariamente, da presença de uma ruptura ou de alterações visíveis nas próteses.
Mas existe um exame capaz de confirmar a doença do silicone?
Até o momento, não há um teste laboratorial ou de imagem específico que comprove que esses sintomas foram provocados pelos implantes.
Por isso, a investigação médica deve considerar o histórico clínico, o tempo de aparecimento das manifestações e a possibilidade de outras doenças.
Problemas hormonais, alterações metabólicas, doenças inflamatórias e condições autoimunes precisam ser considerados durante a avaliação.
Embora algumas pacientes apresentem melhora após a retirada das próteses, essa evolução não acontece de maneira uniforme.
A decisão sobre o explante mamário exige análise individualizada e diálogo entre a paciente e o cirurgião plástico.








































