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Governo brasileiro revela em fórum internacional programa de revitalização de pastagens para potencializar a produção agropecuária

No âmbito do 5º Encontro dos Adidos Agrícolas Brasileiros, o Ministério da Agricultura e Pecuária lançou o aguardado programa de recuperação de pastagens degradadas. O evento sediado em Brasília (DF) foi o palco para apresentar esta iniciativa, marcando o compromisso do Governo Federal em dobrar a produtividade agropecuária em uma década, sem a utilização ou impacto em áreas de floresta nativa.

Essa estratégia, que em breve será oficialmente lançada, teve destaque no encontro dos adidos agrícolas, profissionais fundamentais na articulação e abertura de mercados internacionais para o agronegócio nacional. A expectativa é que esses representantes diplomáticos desempenhem um papel crucial ao apresentar o programa a autoridades e investidores estrangeiros, considerando as diferenças políticas e ambientais entre países, como mencionou Marcel Moreira, diretor do Departamento de Promoção Comercial e Investimentos do Mapa.

“Comunicar o programa estrategicamente é essencial. Enquanto para nós ele é extremamente viável, para alguns interlocutores pode gerar interpretações diversas. Na Europa, por exemplo, há uma política de desestímulo, enquanto aqui no Brasil apostamos em uma agropecuária mais intensiva”, explicou Moreira durante o painel.

Enfatizar o aspecto social e os padrões sustentáveis do programa foi salientado pelo diretor, ressaltando que os agricultores beneficiados terão que adotar uma variedade de técnicas, certificações e rastreabilidade.

Pedro Neto, secretário adjunto de Inovação, Desenvolvimento Sustentável, Irrigação e Cooperativismo do Mapa, compartilhou detalhes sobre o suporte oferecido pelo departamento ao programa de conversão de áreas degradadas. Ele enfatizou a necessidade de acelerar esse processo já existente no setor agropecuário e destacou o papel crucial dos adidos nesse cenário.

“O programa é ambicioso, porém requer um suporte consistente para fortalecer nossos argumentos e estratégias perante nossos interlocutores internacionais”, salientou Neto.

No painel, Judson Valentim, presidente do comitê gestor do portfólio Amazônia da Embrapa, apresentou dados relevantes sobre a produtividade potencial da agropecuária brasileira e tecnologias desenvolvidas pela instituição para a recuperação de pastagens degradadas.

Jaime Pinto Jr., diretor de agronegócios do Banco do Brasil, trouxe aspectos técnicos de interesse para potenciais investidores estrangeiros.

O evento proporcionou aos adidos esclarecer dúvidas sobre taxas de juros, riscos, garantias e procedimentos práticos para a captação de investimentos internacionais para o programa. Tópicos como sequestro de carbono e particularidades da recuperação de pastagens em diferentes biomas foram amplamente discutidos, refletindo o interesse e a complexidade desse programa inovador.

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